Milho Verde, localizada a 25 km do Serro e a 40 Km de Diamantina,
era uma antiga vila de mineração, no período
colonial. Hoje é famosa por suas belezas naturais
que atraem um grande contingente de turistas nos feriados
prolongados. Como Diamantina, Milho Verde fica no Vale do
Jequitinhonha.
São cinco cachoeiras cercando a cidade: a do Carijó,
logo na entrada; a Cachoeira do Moinho, que tem dois moinhos
de fubá ainda em funcionamento; a do Lajeado, com
interessantes túneis esculpidos pela água
cor de Coca-Cola; o Lago Azul e a Cachoeira do Piolho. Além
do rio Jequitinhonha, que na altura de Milho Verde ganha
o nome de rio Massangana, outros dois afluentes cortam a
cidade: o Córrego do Acabassaco e o do Piolho.
O pequeno povoado foi fundado em meados do século
XVIII. Tipicamente rústico e com uma população
extremamente simples e acolhedora, o lugar conquista os
turistas que ali chegam. Os visitantes não podem
deixar de conhecer a pequena igreja matriz, no alto de um
descampado, que tem ao fundo as montanhas.
Muitas histórias e lendas cercam o nome "Milho
Verde". Dizem alguns que surgiu por causa dos bandeirantes
que, seguindo um pequeno rio, chegaram a uma habitação
onde pediram comida. O morador foi incisivo: "Só
tenho milho verde, se quiserem, podem assar". Daí
a idéia do nome com que o local passou a ser conhecido.
Ao longo dos séculos, o pequeno povoado foi percorrido
por tropas que vinham do Norte de Minas em direção
às regiões mineradoras. Abrigou garimpeiros
e criou tradições que se mantêm puras
e autênticas até hoje.
Milho Verde tem em sua pequena igrejinha, dedicada a Nossa
Senhora dos Prazeres, construída em 1817, ao mesmo
tempo um símbolo e atrativo. Em barro e madeira,
no alto da colina, a igreja já foi reproduzida em
catálogos e livros, tendo sido capa de disco de vários
cantores e compositores brasileiros, transformando-se numa
das imagens mais conhecidas de Minas.
Posto Telefônico de Milho Verde: (38) 3531-2007